domingo, 8 de fevereiro de 2015

PROTEÇÃO DIVINA

Pátio de recebimento de milho e soja da Cargill.
Era madrugada e chovia torrencialmente. Alfredo, um motorista profissional seguia rua abaixo em direção ao posto onde estacionara seu caminhão. Depois de quinze dias conseguira uma chance de passar pelo menos um dia com a família. Estava feliz por ter abraçado seus filhos e sua esposa que sempre o esperava ansiosa durante suas viagens por esse Brasil enorme. Como todos os profissionais dessa área, alfredo também sofria com os inúmeros problemas da profissão. 
Quando não era um conferente metido á besta, era um pneu que estourava nas estradas um tanto mal cuidadas, e com isso o pequeno lucro do frete ia embora. Podemos citar também aquelas empresas em que ficava dias e dias esperando para carregar, obrigando-o á um gasto extra que não devia estar fazendo. 
E no final do longo mês de trabalho recebia aquela merreca de salário. 

 Como tantos ainda acreditava  nas escrituras sagradas, mesmo com tantos desencontros pela vida. E como homem de boa vontade, não se desesperou e com a chuva lhe castigando o rosto abaixou a cabeça e enfrentou o temporal, pensava apenas em vencer a longa distancia que ainda faltava para chegar ao seu caminhão.

Mas naquela madrugada chuvosa Alfredo teria uma bela surpresa, depois que clamou humildemente à Jesús Cristo:

-Oh Senhor Jesús, porque um homem que trabalha tanto como eu, nem um Guarda chuva tenho para me proteger?!

Nem bem andou cinquenta metros algo caído no chão lhe chamou a atenção. Aproximou-se e conseguiu vislumbrar um objeto caído ao chão. Apressou o passo e viu com surpresa que era um guarda-chuva novinho ainda na capa como saído da loja.
Olhou para os lados pensando ser alguem ter perdido, mas não havia siquer uma pessoa na rua com aquele temporal. Imediatamente apanhou-o e se protegeu no restante do trajeto. Vislumbrado com a resposta rápida ao seu clamor, Alfredo soube naqueles momentos que Deus tem sempre o momento certo para proteger e ajudar seus filhos. No seu caminhão deu a partida pensativo, fêz o sinal da crúz e acelerou para mais uma vez singrar os caminhos tortuosos desse Brasil. Mas agora, com a certeza que a inscrição na traseira de seu bruto, tinha realmente tudo a ver com a providencial "Proteção Divina".