sexta-feira, 25 de outubro de 2013

CABOCLO DÁGUA - MAIS TESTEMUNHOS DE SUA EXISTENCIA!


Essa aparição do ser em referencia se deu na metade da década de 60 quando a antiga cidade de Nova Ponte ainda não tinha sido submergida pelas águas da represa construida pela Cemig (Centrais elétricas de Minas Gerais). Temos como personagem principal dessa história o Cacique Carcará-Urú quando ainda era um adolescente, e conta ele que nessa época seu pai era encarregado de obras civis da pequena cidade. Relata saudoso que seu pai tinha muitos amigos e que nos finais de semana tomavam a canoa e passavam bons momentos pescando no Rio Paranaíba (Rio das velhas).


Adorava ficar perto de onde estavam, pois assim escutava histórias surpreendentes, principalmente dos mais velhos. E uma dessas histórias que mais o marcaram foi a do caboclo dágua. Em sua ãnsia de jovem por novas descobertas ouvia com bastante atenção as palavras dos pescadores. Relataram que numa dessas pescarias notaram que o barco começou a balançar como se tivesse alguem tentando virá-lo, olharam mas viram apenas as ondas invadindo a canoa. Ficaram preocupados e decidiram remar para outro local, mas de repente um braço negro e peludo como de um gorila emergiu da água se agarrando na borda da canoa. Numa ação rápida um dos pescadores pegou o facão e decepou a mão daquela criatura, vindo aquele membro cair dentro do barco. 


Assustados, deixaram o local e voltaram ás suas casas.
Conta o jovem Carcará-urú que o pescador que desferiu o golpe naquele ser trouxe a mão decepada para casa e a embalsamou guardando-a como um troféu.

Cacique Carcará-Urú
Cheio de curiosidade pediu para vê-la ao que o pescador disse não ser coisas para menino ver, e sorrindo aconselhou o jovem que quando fosse pescar levasse fumo de rolo, assobiasse na margem e depois jogasse o fumo nas águas. Assim esse ser lhe garantiria proteção e uma boa pescaria. Essas palavras ficaram gravadas na mente do Cacique Carcará-urú, dado á seriedade e honradês daqueles pescadores.                                     Caro leitor, você certamente está pensando que é história de pescador, mas tantos indícios da existencia dessa criatura pode ser sinal de que ele realmente exista. Se por acaso sair para pescar, leve aqueles apetrechos, previna-se, onde tem fumaça tem fogo! Ou melhor, onde tem água, tem peixe!....

Conto narrado por Cacique Carcará urú,  escrito e ilustrado por Joel Di Oliveira. Qualquer semelhança com outros fatos e nomes são meras coincidencias.Todos os direitos reservados.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

A ÁRVORE



Os fenômenos que passo a lhes relatar se desenrolaram há pouco tempo bem próximo daqui numa estrada viscinal que leva às terras da antiga fazenda Buritis. Pode ser um relato banal para alguem com menos sensibilidade para o que acontece ao seu  redor. Mas naquele dia quando eu acompanhava minha esposa e netos algo fora do comum pode ter acontecido. Entre uma parada e outra para apreciar a paisagem presenciamos um estranho comportamento do meu neto de três anos.

Ryan é um garotinho bastante esperto para a sua idade, surpreende a família com suas ações e ali ele notou algo que nenhum de nós conseguimos perceber. Dizem que crianças em tenra idade conseguem ver coisas que nós adultos não conseguimos, isso, concluem os estudiosos do assunto, que é devido a sua inocencia diante dos enigmas que nos cercam. Existem relatos de que não só os bebês e crianças de pouca idade podem sentir e ver manifestações; nossos animais de estimação também detectam presenças negativas ou positivas em alguns locais ou mesmo onde habitamos. Aquela linda árvore com seus frondosos galhos rentes ao chão possibilitava naquele momento uma boa brincadeira de balanço, e quando o garoto Ryan com a ajuda de sua avó foi erguido em um dos galhos para que se balançasse, ele em tom muito sério disse:

--Vovó, não quero subir, a árvore está com o olho ruim!
--Não está não, venha para se balançar, veja é muito bom!? 
Respondeu miha esposa sem perceber a profundidade da observação do pequeno Ryan.
E novamente insistiu a criança:

--Vovó, eu não quero balançar, a árvore está com o olho ruim, veja o olho dela!...

O garotinho com o semblante sério puxou a avó pelas mãos e deu a volta ao tronco da imensa árvore, e então minha esposa pode vislumbrar incrustado nas grossas cascas o formato perfeito de um grande olho.


Minha esposa  repentinamente sentiu um arrepio, e sem mais delongas tomou as mãos das crianças e entrou no carro. Por ser sensitiva compreendeu naquele instante que algo estranho poderia estar acontecendo. 
Lembramos mais tarde quando nos dispusemos a falar sobre o acontecido de um outro dia quando colhíamos mangas próximo dali. Nesse dia minha sogra estava com a gente e algo muito estranho também acontecera. Minha esposa estava junto de sua mãe tentando apanhar alguns frutos e começou a ouvir uma vóz chamando:

--Oi, oi, oi!
Comentou com minha sogra que poderia ser algum sapo escondido debaixo de algum tronco, mas procuraram e nada acharam, e o chamado continuou, até que minha sogra foi empurrada chegando a cair no chão. Disse ao se levantar:

__Porque você está me empurrando?!
__Eu não a empurrei mãe!...
Respondeu minha esposa rindo.

O chamado continuou insistente, e repentinamente quem foi empurrada foi minha esposa. Compreendeu naquele momento que ali tinha algo estranho. Chamou sua mãe e pediu a ela que rezasse com ela três Pais Nossos e Três Ave- Marias na intenção de qualquer alma ou espírito que estivesse preso ali. Logo a vóz silenciou, e apreensivos deixamos o local. Naquele ano ninguem conseguira comer siquer um fruto daquela árvore, todos estavam podres e cheios de larvas. Mas graças  à Deus, para nosso deleite, no ano seguinte quando ali retornamos colhemos frutos sadios e doces, e nunca mais se escutou o triste chamado.

Talvez não acreditem, mas, entre o céu e a terra há mistérios que nossa vã filosofia jamais poderá conceber. Preso ás amarras por um desfecho inesperado da vida que tivera, talvez estivesse ali a alma de um ser humano esperando pela ajuda de alguem que o libertasse. E ali, naquela árvore foi certamente onde teve o último contato com a vida, por isso ali teve que esperar no "TEMPO DE DEUS" pela sensibilidade e orações de quem por ali passasse. E no caso de Ryan, o ponto de vista que teve daquela marca quase perfeita de um olho no tronco da árvore seja apenas a queda de um de seus galhos fazendo com que ficasse parecido com um olho. Mas, será!?

Obs: Os nomes das pessoas que viveram esses fenômenos não foram revelados, bem como o nome do garotinho foi mudado, e usa-se a primeira pessoa para facilitar a textuação. Todos os direitos reservados.

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