quarta-feira, 23 de novembro de 2011

TEORIA DO CAOS - UM ENÍGMA INSOLÚVEL

Teoria do caos
Um segundo após aquela mordida que Eva deu naquela maçã lá no jardim do Éden, o mundo passou lentamente a caminhar para um total descontrole. A partir dali, a mente do ser humano cultivou novas idéías em nome de uma evolução que bem que poderia ter sido diferente. Descobriu o fogo e passou a aquecer as noites frias em suas cavernas, mas mal sabia ele que aquelas chamas poderiam a qualquer momento destruir tudo que ele tivesse construído. Tempos depois inventou a roda que o livraria de tremendos esforços, mas mal sabia ele da desaforada lista de taxas e impostos que teria que pagar quando aquela invenção fosse industrializada. E por fim inventou a moeda, de metal, papel e na atualidade, até virtual. Tudo isso junto deu orígem á uma sociedade denominada erradamente de democrática. Balela, esse sistema não passa de uma máquina de alienação. É  política safada e desavergonhada, onde somos governados por leis que nem sempre nos protege.  Ao contrário, ceifa nossa liberdade de possuir, mandar no que é de nossa propriedade. Um bom exemplo disso são os impostos que pagamos por nossos carros, se você por acaso atrasa o pagamento e cai numa blitz seu veículo é apreendido e levado para o pátio, e ali te obrigam a pagar diárias fenomenais de estadia. Você fica sem o seu transporte, isso mesmo, o sofrimento  que lhe custou anos e incontáveis parcelas de seu suor não lhe dão o título de proprietário, e sim de locatário. Na verdade, quando você adquire um bem pagando por ele não está tomando posse definitiva, está apenas locando-o do sistema. Esse sistema em que vivemos na verdade é uma tremenda de uma mentira, pois em momento algum podemos dizer que somos proprietários dos bens que adquirimos ao longo de nossas vidas. Paga-se caríssimo para nascer mal, viver mal e morrer mais mal ainda. Pronto, estão todos à mesa os ingredientes para se formar a teoria do caos!  
Vê a união européia? Esses já caminham para a destruição, são apenas os primeiros da fila, não se afobem chegará nossa vêz, pois todo processo em que o homem se mete tem noventa e nove por cento de chance de dar errado. Tem um simples exemplo: Já observou que quando você está procurando um endereço, quando encontra a rua sempre vira para o lado errado? Tem aquela também que você percorre todas as ruas lendo as placas, justamente a que procura está sem a placa! Será que o funcionário da prefeitura responsável deixou de fixar a placa ali só para te enfernizar, fazer você dar voltas e mais voltas e assim gastar mais combustível e gerar mais renda para o sistema? 

Pois é, assim é regido o sistema em que vivemos, nunca se pode até o último segundo ter certeza que um empreendimento poderá dar certo, pois certamente o sistema tentará impedí-lo de acertar na primeira tentativa. Aí você retruca que inventaram o GPS, mas o meu não sei porque  está numa lentidão enorme, dá preguiça programá-lo para encontrar um endereço, deve estar com vírus, pois esse bichinho está na moda ultimamente. Só que abandonei o meu e vou ter que gastar mais dinheiro comprando outro pois o sistema apressado e corrido assim me exige. O mundo, vão me desculpar os perfeccionistas, está perdido, não tem volta. É uma escalada às alturas do descontrole, tudo isso para levar a humanidade á uma queda fatal, quando sei lá se sobrarão apenas baratas e escorpiões. Caros governantes de bem, vereadores, deputados e presidentes, sei que estão por aí encerrados dentro de uma caixa de frutas podres, trabalhem duro com real honestidade, mudem as leis conforme devem ser, antes que seja tarde demais. O povo paga imposto demais, e dinheiro para sanar os problemas das áreas de saúde, moradia e bem estar social tem, apenas precisa ser direcionado corretamente sem trutas ou falsos relatórios. Vamos construir uma sociedade digna que sirva de exemplo ao mundo, certamente assim, a maldição daquela maçã bichada poderá ser extirpada de nosso currículo.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

A ESTRANHA DAMA

Era um domingo de manhã, aproximadamente nove trinta ou dez horas. O sol brilhante prometia um ótimo dia ás margens da represa. De posse de todos os apetrechos nos dirigimos á saída da cidade, tomando a estrada de terra que corta a antiga propriedade da fazenda Buritís, agora dividida em glebas menores. Ao fundo, margeando o rio Araguari(ou rio das Velhas) ficam as chácaras Buritís, definitivamente a antiga fazenda fora tomada de seu verdadeiro reino. Os antigos donos certamente tiveram aqui épocas de bonança e vida boa, e também como todos nós, bons e maus momentos, pois a vida assim é. De passageiros no meu Chevette eu tinha minha esposa e minha cunhada, as duas, tagarelavam pondo os assuntos em dia. Eu fazia ouvir e prestar atenção á estrada. O caminho era agradável e permitia-nos lindas paisagens até que escutei um  comentário de minha cunhada se referindo a uma estranha mulher à beira da estrada.
Ouvi ela perguntando á minha esposa se tinha visto e minha esposa disse que não, eu também me esforcei mas nada vi também. Segundo ela, era uma linda mulher de vestido longo e portava sobre a cabeça um véu e um chapéu branco, como as antigas damas da época colonial. Como eu nada tinha visto não dei importância e continuei a dirigir, mas notei que minha cunhada ficou cismada. Mais tarde, já na chácara, voltamos a falar do assunto e minha cunhada já mais a vontade, explicou direitinho a indumentária da moça que viu as margens da estrada. Concluí que era impossível existir pessoas por ali que se vestissem daquela maneira em pleno ano de 2011, poderia até concordar se estivessem gravando cenas de um filme, mas definitivamente não era isso, pois salientou minha cunhada, que ela estava sozinha, inerte em seu cavalo branco, apenas observou tristemente nossa passagem. Hoje, com mais calma, penso que minha cunhada tenha visto o fantasma de alguma mulher que viveu por ali em outros tempos. Alguma pessoa que morreu com pendências, amores mal resolvidos ou mesmo que tenha cometido algum crime ainda em vida. Seres assim não ganham a salvação dos céus e quando percebem alguém que possua força espiritual acreditam ser a chance de redenção para seus pecados.
Percorro essa estrada quase que semanalmente em minha moto, e acreditem, sempre observo bem os campos em volta, mas nunca tive a chance de ver essa estranha dama em seu cavalo branco, certamente não tenho o dom espiritual que teve minha cunhada. É uma estranha história, e conhecendo-a como conheço, sei que o que relatou é verdadeiro. Acredito piamente em suas palavras, e sua visão sempre será para mim, um grande enigma. Experimente você fazer esse trajeto, talvêz tenha mais sorte que eu e consiga contato com a linda mulher, e assim desvendar o mistério de sua estranha aparição.
Esse fato se passou recentemente com pessoas de meu conhecimento, e como regra do site, nomes não foram revelados. Uso para concordancia verbal, a primeira pessoa no texto. O Editor.