sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

O MISTÉRIO DAS LUZES



Antes de me meter à escrever nestas páginas, eu era um caminhoneiro. Como tal, sem fugir as regras da profissão, também sofria nas estradas como todos os meus colegas. A carga tinha dia e hora marcada, e com ou sem problemas mecânicos, intempéries ou qualquer empecilho a mercadoria tinha que chegar ao seu destino.
Orla marítima em Salvador/ Bahia
Foram bons e divertidos oito anos, nos quais minha esposa me acompanhou. E nestas viagens, quase sempre à noite, estranhamente víamos uma lúz nos acompanhando. Posso definir tal luz como uma bola de aproximadamente trinta ou quarenta centímetros de diâmetro extremamente luminosa. O clarão que ela irradia ilumina vários metros ao seu redor, e parece ter vida própria. Seus movimentos são mecânicos, indo e vindo num curto espaço e às vêzes enpreendendo uma direção calculada. A lúz nunca se aproximou de nós mais do que trinta metros. Quando ela aparecia minha esposa sempre a via primeiro e me mostrava em seguida. Não sentíamos medo, sabíamos que era algo estranho mas já a tínhamos visto tantas vezes que aquele fenômeno tornara-se comum para nós.
Certa vêz, em visita ao meu pai que é um lavrador de mão cheia, diga-se de passagem, tivemos um contato bem próximo com essas fantásticas luzes. O velho tinha ido à cidade e ficamos eu, minha esposa e as crianças no rancho construído em meio à lavoura de café. Eram mais ou menos umas oito horas da noite quando tivemos que apanhar lenha para o fogão. Ao saírmos nos deparamos com uma lúz pairando acima de uma árvore de óleo que ficava à uns quarenta metros abaixo. Era tão forte o seu clarão que que todo o local ao redor da árvore ficou iluminado. Ficamos por um bom tempo observando-a, e depois, com um pouco de receio entramos e fechamos a porta. Minutos depois, curiosos, resolvemos olhar novamente, mas ela já havia desaparecido. Lembro-me de outra vez quando estávamos retornando da casa da tia Nica, uma bondosa senhora tia de minha esposa que morava também naquela zona rural. Era bem tarde da noite e no veículo estava eu, minha esposa, minha mãe e um de meus filhos. A estrada de terra batida e bastante esburacada obrigava-me a manter uma velocidade bem baixa. De repente minha esposa notou um clarão bem acima de nós e logo a luz foi para o lado direito mantendo a mesma velocidade do veículo. Minha mãe ficou apavorada com aquilo mas tratamos logo de acalmá-la. A luz nos acompanhou por uma boa distancia até que chegou numa curva onde tinha um cruzeiro, desses que eles fincam em lugares onde alguém morreu. Ali, num rodopio fantasmagórico esmaeceu até desaparecer no solo. O restante do percurso até a cidade de Bambui foi tranquilo.

O que me encucava era que esta luz nunca nos atacou ou se aproximou de nós por mais de vinte, trinta ou cinquenta metros. Lembro-me perfeitamente do primeiro contato que eu tive quando eu ainda era um meninote com doze ou treze anos. 
Estava um dia bastante ensolarado e mesmo assim a molecada jogava uma peladinha na pracinha. Como sempre muitas pessoas assistiam a brincadeira, dentre eles o Chico Branco, o Lazão e várias pessoas do bairro. De repente alguém chamou a atenção para uma enorme bola de luz passando bem devagar há poucos metros acima de nós. Era fantástica a sua luminosidade e todos que estavam naquela praça ficaram boquiabertos. Passado o instante de surpresa alguns mais próximos tentaram pegá-la. Repentinamente a rua ficou infestada de gente correndo atráz, mas a fantástica bola de luz se manteve numa altura que ninguém a alcançava. Eu também corri atráz e esperto como um gato passei na frente de todos. A luz continuou rua afora numa velocidade mediana. No final da rua, abaixo das goiabeiras da Pampa vi que ela se deteve e ficou flutuando à pouco mais de dois metros de altura. Era a chance que eu precisava, como que impulsionado por uma mola saltei em direção a ela espichando ao máximo o braço, mas ela, num movimento rápido que me pareceu bastante mecânico, se desvencilhou inteligentemente. 

Goiabeiras da Pampa / arredores de Bambuí-Mg / 1970
Após escapar de minhas mãos ela se afastou rapidamente em direção ao campo que circundava o bairro. Deu a volta pelo sítio do Irê Torres e desceu sobrevoando as caieiras do Mané Santana. Depois, assumindo velocidade maior passou sobre a chácara do Pedro Manteiga e sumiu lá para as bandas do rio. Este fenômeno foi assunto na pequena cidade por muito tempo, e os mais velhos, baseados nas histórias que já tinham escutado, afirmaram categoricamente ser uma tal mãe do ouro. Esse, como já disse, foi o primeiro contato que eu tive com esta lúz.

CONTATOS RECENTES 

Recentemente quando retornávamos de uma excursão às pregações do Padre Marcelo em São Paulo fui novamente agraciado com esta bela visão, e desta vez eram duas. Já era bem tarde da madrugada, todos no ônibus dormiam em suas poltronas, inclusive minha esposa que estava ao meu lado. Eu como estava sem sono resolvi ficar olhando pela janela e foi quando numa descida para o rio próximo a divisa com Minas eu vi duas luzes se movimentando às margens do rio. Pensei serem pescadores com lampiões mas quando o ônibus se aproximou ficando à uns trinta metros vi que não era. As luzes estavam suspensas e se movimentavam sozinhas indo e vindo num espaço curto de vegetação. Uma delas era de menor intensidade. Pude vê-las claramente visto que suas luminosidades clareavam intensamente tudo à sua volta. Extasiado nem lembrei de acordar minha esposa para ver tão explêndida apresentação. Quando o ônibus foi passando as duas fantásticas tochas num esboço de fuga empreenderam um rasante por detráz do ônibus. Neste ângulo já não pude mais vê-las. Estranhamente me senti feliz por ter tido aquela visão. Eu não sei ao certo o que estas luzes são mas que tem alguma coisa relacionado a algo desconhecido para a compreensão humana isto eu tenho certeza. A única informação que eu tenho é que se trata da mãe do ouro, mas será mesmo? Porque em algumas aparições essa lúz rodopia em torno dos troncos das árvores e desaparece no solo? Noutras vezes tremula ao redor de uma cruz até esmaecer seu clarão. O seus movimentos calculados dão-me a impressão de que existe algo ou alguém manipulando seu curso. E hoje, depois de tanto tempo estas perguntas ainda estão sem respostas. O retorno continuou tranquilo como antes e já em Uberaba no estado de Minas Gerais o motorista parou num posto para um breve descanso. Encoragei-me e resolvi perguntar a ele se tinha visto as luzes, e ele, esboçando indiferença me respondeu não ter visto nada. Não insisti e nem perguntei aos outros passageiros pois temi que me considerassem maluco. Com certeza eu fui mesmo o único a testemunhar o incrível fenômeno. Naquela noite eu cheguei em casa com uma ótima sensação de alívio por ter assistido as celebrações do padre Marcelo. Mas o fato de ter sido o único no ônibus a ter a visão das luzes me dava a certeza que eu fosse talvêz um privilegiado.

BR 153 retorno de Belém do Pará.
Não somente por esta vez, mas percebi que de tempos em tempos, lá estavam aquelas luzes a me exibirem suas estranhas coreografias. No meu entendimento, acho que essas luzes nada tem à ver com mãe do ouro, como denominam as pessoas mais idosas, que talvêz baseadas em crenças antigas tentam explicar esse fenômeno. Prefiro acreditar que são uma raça alienígena inteligentíssima, que como nós, também habita esse maravilhoso e desconhecido universo. 
Ainda não se mostraram definitivamente á nós porque sabem que ainda não estamos preparados. Certamente num futuro não muito distante teremos chance de conhecer essas criaturinhas em suas fantásticas naves luminosas.

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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

UMA SERPENTE NO PARAÍSO!



Nasceu o personagem principal dessa história nos arredores de Luz, uma pequena cidade do interior de Minas Gerais. Tivera, pode se dizer, uma infância feliz junto com os pais durante o tempo em que os teve juntos, ou seja com idade de seis anos.
Nessa tenra idade passaria por sofrimentos que jamais imaginara em seu mundinho de criança. Hoje, ele relembra o passado, e eu, seu humilde editor, atenciosamente o ouço narrar os infortúnios de sua pregressa vida. 



A HISTÓRIA DE VALDIR, EGÍDIO E VENINA

Conta que vivia feliz em sua casa na compania dos pais e mais dois irmãos, sendo uma menininha de dois anos e um irmãozinho de quatro. Nesse tempo nascera também um bebezinho, que recebeu o nome de Paulo, Paulinho para os de casa. Seu pai era e sempre fora lavrador, homem simples que plantava roças como meeiro de um fazendeiro rico da região. Além desse trabalho criava porcos e galinhas o que lhe dava uma boa ajuda na despesa da casa. Apesar da rotina de trabalho duro, o fazia sem reclamar, e sempre tinha um sorriso no rosto para mostrar, seja para quem fosse. Egídio era seu nome, ainda rapagão forte casara-se com Venina Garcia, cabrocha morena de cabelos bem negros e lisos que lhe escorriam  pelos ombros. Egídio a amava demais e por isso era feliz, imaginara, na sua ignorância de sertanejo que vivia no paraíso e era correspondido por sua companheira. Foi um amor que poderia ter durado a vida toda, não fosse a intromissão de uma irmã de Venina vinda da cidade grande para visitá-los na simplicidade de sua casinha de roça.

_Nossa Venina, que vida difícil levas aqui?!
_Você pode ter coisa melhor, venha comigo!...morar num cafundó desses!...
_Lá você pode arrumar alguém que te dá o que merece, você é nova, bonita!...


Assim, enquanto o pobre Egídio trabalhava na roça, mal sabia ele que sua cunhada tentava a todo custo desencaminhar sua esposa em casa. Contra a resistência de Venina, sua irmã sempre tinha fortes argumentos que certamente a fizeram sonhar com uma vida melhor.  E assim foram todos os dias da semana, até que Venina, convencida de que estava fazendo o certo, deixou-se levar pela irmã. E com essa decisão, ela deixou para traz seus três filhos: Valdir, Valmir e Helena. Levaria consigo somente Paulinho, que estava com poucos meses e ainda mamava.
Eram três horas da tarde, quando Venina e as duas companheiras subiram a trilha em direção a cidade de Luz. Dali tomariam o ônibus que as levariam para longe daquele lugar. Para as três crianças que ficavam Venina disse que estava indo a cidade fazer compras e que na volta traria balinhas e doces para eles.



Com lágrimas nos olhos, Valdir conta que a última imagem que tem da mãe é aquela de quando dobrava o alto sumindo para sempre na trilha batida de barro vermelho. Em sua simplicidade e inocência mal sabiam aquelas crianças que estavam sendo abandonadas para sempre. Das balinhas e doces prometidos, eles jamais sentiram o sabor.
Naquela tarde quando Egídio retornou dos campos de trabalho, encontrou os meninos sozinhos em casa, perguntou por Venina ao que responderam terem ido a cidade fazer compras e que trariam balinhas para eles. Egídio estranhou pois Venina não era de ir ao povoado sem consultá-lo. Esperou até quando anoiteceu e vendo que Venina não retornava, montou um cavalo e foi a cidade onde ficou sabendo que sua esposa e irmã, juntamente com outra mulher tomaram um ônibus para Uberlândia. Naquele momento, Egídio concluiu que sua amada o deixara; não foi atraz e nem tomou providencia alguma, apenas tratou de aquietar o coração acelerado, o seu e o de suas crianças pequenas. A noite caiu, e com ela, um manto sombrio revelou o triste desfecho daquele dia, nunca mais veriam Venina.

Um ano se passou, Egídio se virou como pode para contornar o trabalho e a criação dos filhos pequenos. Teve, durante algum tempo o auxílio de Maria, filha de Venina com outro homem, pois Venina quando se casara com Egídio era mãe solteira. Maria, na época já era mocinha de dez ou doze anos e trabalhava no povoado como doméstica. A moça, vendo a dificuldade de seu padrasto ajudou-o por algum tempo na coordenação da casa. Mas logo ela também ganharia o mundo e a casa de Egídio ficaria sob a responsabilidade do filho mais velho, no caso, nosso personagem Valdir, ainda com apenas sete anos de idade.
Mais um ano se passou, Egídio então arrumou uma nova companheira com a qual teve mais quatro filhos, dois homens e duas mulheres. Mudara-se para o povoado, onde Valdir e seus dois irmãos legítimos freqüentaram a escola, e depois das aulas, voltavam pra casa onde ajudavam a tomar conta de seus novos irmãos, filhos da segunda mulher de seu pai. O fazia com boa vontade, pois era um menino de bom coração e sempre prestativo, achava que aquilo que acontecera era o natural da vida. Ajudou na criação dos irmãos até quando completou dezoito anos quando passou a trabalhar nas fazendas da região, mas mesmo assim não se descuidava da família. Talvez, por ter passado o grande dissabor de ser abandonado pela mãe, dava valor imenso a união familiar. Mas agora ele daria início a uma nova caminhada, não que fosse sua obrigação somente, mas sentindo que seu pai estava mais velho e ficando doente, tomava quase todo o seu salário e trazia para casa, onde ajudava constantemente nas despesas. Não lhe sobrava quase nada para cuidar de sua própria vida. Assim, o tempo passou e ele já com trinta e poucos anos namorou algumas meninas, mas não se casou. Com o agravamento da saúde de Egídio, tomou para si, a responsabilidade da casa. Essa atitude o condenaria a ser um beato, mas o seria em nome de seu bom coração, sua constante adoração por seu pai o fazia esquecer-se de sua própria vida.
Alguns anos depois, todos os seus irmãos casaram-se e foram morar em outras localidades  ou mesmo na pequena Luz, deixando para traz tudo nas mãos do pobre Valdir. Sua madrasta falecera, então nosso personagem se viu sozinho para cuidar do pai. Mas mesmo assim de nada reclamava, para ele sempre fora um prazer essa incumbência, amava demais o velho. Nunca mais tivera notícias de sua mãe e nem de Paulinho, o bebezinho que Venina trouxera consigo quando abandonou a casa. Veio encontrá-los em Uberlândia muitos anos depois. Venina já se encontrava velha, andava em uma cadeira de rodas e sofria de um mal que lhe paralisava as pernas. Paulinho já estava homem feito, casado e tocava sua própria vida. Nos últimos anos, Venina morou com um companheiro que falecera recentemente, mas com esse não tivera filhos, a despeito de Egídio. Em encontro recente com sua mãe, depois de tantos anos, Valdir a cumprimentou alegremente, mas nada sentiu em seu coração pela velha senhora que lhe sorria com certo jeito de culpa. A doença de seu pai se agravou e Valdir teve de trazê-lo a Uberlândia para tratamento, pois aqui morava Helena, aquela menininha que ficou com ele lá na casa por ocasião do abandono. Aqui o tratamento do velho podia contar com mais recursos, ao contrario de Luz, onde somente existia um postinho de saúde. O velho durou pouco tempo, pois a idade já não permitia mais. Apesar de estarem na mesma cidade agora, os dois, Egídio e Venina, não se encontraram, também Egídio já não precisava mais de explicações, uma vida inteira vivera sem elas. Pouco tempo depois Venina também morreu, misturava os antibióticos que tomava com bebidas alcoólicas, fazia–o escondido de Helena, certamente a bebida a fizesse esquecer do enorme erro que cometera em sua juventude, quando deixou para traz seu marido e os três filhos pequenos. 

Hoje Valdir se encontra com sessenta e dois anos de idade, e relembra desse tempo com amargura de certos fatos. É, por força do destino, uma árvore que não deu frutos, não que não quisesse, a vida não lhe permitira. Não se revolta pelas peças que o destino lhe pregou, apenas pensa que a história poderia ter sido diferente.
Eu, que o escutava atentamente não contive um fio de lágrima, disfarcei enxugando-a, e vi que ele também chorou. Por um longo minuto nos fitamos, palavras já não eram mais necessárias. 
Essa é a triste historia de Valdir, Egídio e Venina, vítimas de pessoas más como a irmã que veio da cidade grande. Esta agira como a serpente que envenenou a maçã que Eva comeu no paraíso. É a responsável por traçar o destino de Valdir, culpada por não permitir que ele crescesse e formasse naturalmente a sua própria familia. Deus disse quando da criação do mundo: Crescei e multiplicai-vos! 
Mas do menino Valdir, foi tirado esse direito. Mas isso não o tornou uma pessoa má, hoje, quando tem oportunidade de se encontrar com crianças, ele compra, em enormes quantidades, doces e balas para elas. Na verdade, isso o apráz, pois certamente  busca descobrir nas guloseimas, o sabor daquelas balinhas que sua mãe lhe prometera lá na casinha dos cafundó!

Todos os direitos reservados. Qualquer semelhança com imagens e relatos são meras coincidências.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

O PROTETOR



__Confessou-me um amigo que prefere não se identificar neste artigo, um impressionante relato sobre um tema que depois de analisado pelos leitores, certamente lhes parecerá loucura de uma pessoa desequilibrada. Mas, conhecedor de longa data desta pessoa, posso garantir que o relato é verdadeiro e tal pessoa é centrada nos mais rígidos princípios do relacionamento humano. Em particular e um tanto cerimonioso contou-me que o fato começou a acontecer de mais ou menos dez anos para cá, e sempre se dava quando porventura ele se encontrasse em perigo ou na eminência de se expor a acontecimentos que poderiam lhe prejudicar. Na época quando tais fenômenos começaram a acontecer ele trabalhava numa grande empresa como guarda de portaria, juntamente com mais cinco colegas. O seu trabalho era em regime de rotatividade. Em certos períodos do mês ele prestava serviços a noite e então tinha que sair de casa em altas horas para se dirigir à empresa. Numa certa vêz quando ao tomar uma rua bem deserta se deparou com um homem de revolver em punho roubando uma vítima, e sem querer ele viu o rosto do assaltante que ao perceber se virou para ele que passava de bicicleta. Ele abaixou a cabeça e pedalou desenfreadamente e confessou que esperou o tiro nas costas, mas, talvez protegido por alguma força o fato não aconteceu. Quando dobrou a esquina ficando longe do perigo se viu aliviado por não ter sido atingido pelo bandido. Chegando à empresa orou baixinho no vestiário agradecendo à DEUS. Aquela cena da vítima subjugada naquela rua deserta marcou sua lembrança para sempre e na noite do dia seguinte quando dormia sossegadamente foi acordado por sua esposa tendo convulsões e se debatendo na cama. Assustado tentou acordá-la pois pensou que ela estivesse tendo um pesadelo ou mesmo passando mal, mas estranhamente logo ela se aquietou começando a lhe falar num diferente tom de voz, quase que ininteligível. Dizia a voz para ele não ter medo, que era um enviado de Deus e estava ali para lhe proteger, a ele e a sua família . Sem saber o que fazer e suando frio ficou a ouvir as mensagens que aquela voz dizia através de sua esposa.


_Fique calmo filho, eu sou um enviado de Deus! 
_Estou aqui para lhe proteger, como o fiz ontem naquela rua deserta! 

No dia seguinte deveria ele voltar a escala noturna novamente, e então ouviu o seguinte pedido da voz. 

_Amanhã não passe por tal lugar, eu estarei a lhe proteger, mas deves seguir o que te digo! 

Estranhamente ele se sentiu bem com aquelas palavras mesmo naquela situação que ele nunca tinha imaginado. Era a sua esposa que lhe falava mas com a voz de um estranho. Contou ele que inquiriu a tal voz perguntando quem era, e novamente a voz tornou a lhe falar que era o seu protetor, uma espécie de anjo da guarda e que vinha de uma dimensão para a qual todos nós um dia iremos e lá teremos missões semelhantes aquela. Insistiu em saber seu nome mas afirmou a voz que não tinham permissão para dizer, que ele somente saberia depois que passasse para o lado de lá, ou seja quando falecesse e seu espírito ascendesse. Estranhamente aconselhou a voz sobre seus filhos, de como deveria levá-los a igreja e torná-los adoradores de Deus. Repreendeu-o sobre o vício do cigarro e aconselhou que deveria largar tal hábito, e insistentemente frisou que deveria diariamente ao deitar-se e levantar rezar três Pai Nossos e três Ave-Marias. Assim aconteceu nesse primeiro contato, confessou – me o amigo que não conseguiu dormir o resto da noite. Sentia um misto de medo mas ao mesmo tempo uma incrível felicidade varria-lhe o coração; não acreditava que falara com um enviado de Deus? Após esse primeiro contato, a voz afirmou que deveria ir pois seu tempo ali terminara. Salientou que quando sentisse que houvesse necessidade ele retornaria, mas somente em caso de extrema precisão. Na escuridão do quarto percebeu que novamente o corpo de sua esposa tremeu convulsivamente e se aquietou retornando a verdadeira voz de sua esposa. Esta reclamou de dores no corpo mas acordou como se estivesse saído de um profundo sono sem nada perceber do que tinha ocorrido. Esta teria sido a primeira vez que tivera esse contato. Ao mesmo tempo que se sentia feliz era invadido por terríveis dúvidas que o levava a pensar se realmente aquela visita seria de um anjo enviado por Deus, tinha dúvidas, talvez por não se achar merecedor de tão importante privilégio. No segundo contato, que se deu, o enviado de Deus fez-lhe importantes revelações; falou de seus amigos que já tinham partido e de sua mãe, frisando que esta se encontrava muito triste pelo rumo que tomava o casamento do filho mais velho. Aconselhou que pedisse a ele para parar com os xingamentos, isso o estava atrapalhando demais. Falou sobre o caçula que corria risco de se envolver com drogas e mais uma vez pediu para ir sempre à casa de Deus, levando sempre os filhos. Tomando coragem mais uma vez meu amigo perguntou como era o lado de lá, ao que o enviado respondeu não poder nada revelar pois não tinha permissão para falar sobre o assunto, e que em muitas coisas na terra, eles, anjos protetores não tinham o livre árbitro de se envolverem. Sómente o faziam quando recomendado e ordenado por um ser maior. No contato mais recente que se deu em 06/01/2012, o enviado revelou uma pergunta que não respondera nas vezes anteriores, ao ser inquirido sobre seu sexo disse ser homem e não mulher como pensava meu amigo, mas quanto ao seu nome nada falou, simplesmente era um protetor. Explicou que tinha a missão de proteger três pessoas na terra, e que, o meu amigo confessor, era uma delas. 

CONCLUSÃO 

Nas escrituras sagradas está escrito que no fim dos tempos a população da terra passaria por inúmeras provações, guerras intermináveis, catástrofes climáticas, além de assistirmos fenômenos espirituais fantásticos acontecerem. Tudo isso traduzido seria o apocalipse, o fim dos mundos, e isso seria o prenúncio de reformas grandiosas no planeta. 

Imagem copiada do site icommercepage (wordpress)
E quando acontecer veremos anjos descendo dos céus tocando trombetas e arrebanhando todas as pessoas de bem. Os maus sucumbirão em lavas ferventes brotando da terra. Agora explicar o tal fenômeno que vive o meu amigo fica um tanto difícil. Seria realmente aquela voz que se apossa de sua esposa a voz de um anjo enviado de Deus?! ou estaria ele e sua companheira sendo vítimas de uma maquiavélica possessão espiritual? 

O meu amigo não acredita em tal possibilidade, pois já faz dez anos que tal fenômeno acontece e todas as vezes tem o anjo bons conselhos e propostas para ele. É como o próprio enviado disse:

_Sómente conhecerás as coisas daqui, quando para aqui vieres!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

A IRA DA NATUREZA

A ciência tenta explicar todos os fenômenos naturais que assolam nosso planeta. A força das marés, movida pela força da lua, a incidência dos raios solares cada vez mais intensos sobre o planeta, enfim todas as mudanças climáticas ocorridas nos últimos anos. As chuvas fortes somadas a fortes ventos tem sido ultimamente os grandes vilões causadores de mortandade no Brasil e em vários países do mundo. As chuvas naturalmente vem acompanhadas de fortes ventos e relâmpagos, estes iluminam a atmosfera com intensos brilhos e sempre partem de nuvems carregadas em direção à um ponto mais próximo da superfície terrestre. Em campo aberto podemos vê-los se desprenderem do espaço em formatos belos e aterrorizantes, isso para não dizer mortais.


Explica-se que o fenômeno é causado pelo atrito de poeira metálica produzida pela industrialização da era moderna e a intervenção não inteligente do homem na natureza. Concordo plenamente, mas já nos primórdios de nosso planeta já aconteciam desastres como os de agora e naquela época não havia poluição e o planeta não era povoado por milhões de antenas de televisão ou celulares como agora. Então, toda a explicação dada pelos grupos estudiosos cai por terra.
Bem, toda essa introdução ficará sem sentido quando ficarem a par do que vou lhes relatar de agora em diante. Há pouco mais de uma semana, numa região rural do município de Medeiros no estado de Minas Gerais, uma família se reuniu na cozinha para tomarem o café da tarde. À  mesa se sentaram três adultos e um adolescente; haviam chegado da lida no campo e se refaríam tomando um lanche. No momento chovia, não uma tempestade, mas uma chuvinha aparentemente calma e com relâmpagos esparsos.  Mas sem explicação, a vida daquelas pessoas sofreria mudanças radicais. Repentinamente foram surpreendidos por algo inesperado, o telhado da casa veio abaixo acompanhado de um estrondo e intenso brilho. Um violento raio partiu a mesa em duas, ferindo os adultos e matando instantaneamente um adolescente de quatorze anos. Alguns segundos ou até mesmo minutos depois do sinistro se recobraram do choque e viram com tristeza que o menino estava morto; recebera em seu corpo toda a descarga elétrica de um relâmpago.

Há explicações para fenômenos assim? Se tomarmos a sabedoria científica que parte da instrução básica que os relâmpagos, trovões ou ráios sempre atingem o ponto mais próximo entre o firmamento e a terra, fica a afirmativa dos estudiosos sem sentido, pois os arredores da construção onde estavam é formado por frondosas árvores que despontam a vinte ou trinta metros de altura. E sendo assim, bem que serviriam como tais pontos. Por que o raio foi cair bem no centro da mesa e levando à morte um meninote que mal começara a vida?
Que me desculpem, mas estudos sobre fenômenos da natureza ainda estão longe de atingirem previsões verdadeiramente confiáveis. Nesse caso em particular, prefiro acreditar que uma força maior interferiu naquele local. O fenômeno, desencadeado ali, certamente tinha um destino marcado, o Jovem adolescente teria em outra dimensão, tarefas que somente ele poderia executar, talvez por desígneos de um ser supremo. Acredite, a vida de que desfrutamos nesse planeta é apenas passageira, é apenas um estagio para outras existências. Deus, em sua infinita sabedoria, é dono de planos universais fantásticos para todos os seres na terra, e cada um de nós lhe servirá como lhe aprouver. Podemos tentar explicar tudo, estudar ou mesmo reescrever os mistérios desse universo, mas jamais os desvendaremos.