domingo, 17 de julho de 2011

CRENÇAS, LENDAS E PERSONAGENS DAS FLORESTAS

Desde os primórdios que os nativos habitantes das florestas cultivam crenças e lendas em torno de personagens um tanto assustadores e até enigmáticos. A era moderna, com sua desenvoltura assistida por uma evolução frenética dá ao homem de hoje a impressão de ser tudo isso uma ignorância, mas será mesmo?
Um personagem polêmico é o boitatá. Segundo os nativos esse estranho ser não é fadado a ser do mal, mas também não se benze muito. Movimenta-se rastejando pois tem forma de cobra e se veste de labaredas. Alimenta-se de cadáveres que retira das sepulturas, ora em cemitérios indígenas ora nos campos santos de comunidades sertanejas. Quando chega a noite ele para de rastejar e alça vôo, e em noites escuras vê-se o rastro de fogo cruzando os céu das campinas. Outro ser que pouca gente conhece é o Urutau. Esse, segundo os causos contados é um eterno apaixonado pela lua. Em noites de cheia ele vagueia pelas matas gritando. Os caboclos o chamam de Chora-Lua. Nas crendices indígenas ainda existe Rudá, o deus do amor. É jovem e forte e amante da luz das estrelas, pois estas são os olhos das iaras que reflete o céu nas límpidas águas dos rios. Ele mora na lua cheia, cavalga nuvens escuras e enche de saudade os corações apaixonados. E ainda há Sumé e Tamandaré e as Caruanas. São deusas domésticas que preservam a unidade familiar. Quando se lhes faz um pedido destroem qualquer feitiçaria, evitando desgraças e qualquer tipo de malefício.


Esses personagens, na sabedoria indígena possuem como eles arcos e flechas e manejam tacapes com grande habilidade, se pode ferir mortalmente não se sabe, mas um polêmico personagem é o Curupira. Esse tem a função de guardar a floresta e quando vê alguém cortando uma arvore ou mesmo colhendo uma flor   sem necessidade se aproxima como um bom moço, e com uma conversa comprida e fiada faz com que a pessoa se perca na mata. Diz: Vancê véve cortanu páu atôa, sem persisão, cuidado com o Curupira, ele vai fazê cê mundiá! *(mundiá) nesse dialeto significa perder-se nas matas.
Alem do Curupira ainda tem os anhangás e os juruparis que ajudam na guarda da floresta.
Mas para todos os índios, de qualquer tribo, etnia, o Deus maior é o supremo TUPÃ, que se manifesta através das intempéries.
Tupã é o brilho, a luz, o explendor mais forte e fala a eles pelos relâmpagos e o som das trovoadas. Quando os missionários catequizaram os índios, esses viram em Jesús Cristo o seu Deus Tupã e acreditaram ser ele que lhes deu enxadas para cultivar seus alimentos.
Acesse esse link e veja o vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=1yAXeRHn2vE&feature=player_profilepage